quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Apresento a vocês: Gabriela!

Atividade de início de ano: Quem é você?

Essa seria eu?



Um tanto solitária
Somada a um dobro de carência
Sonhando alto como uma criança
Até cair no berço da ilusão

Confiando apenas em mim mesma
Procurando me encontrar
Estudando as pessoas
Para o amor um dia eu aceitar

Viajando na música
No rock eu vim parar
Nos filmes,
O medo e a aventura me fazem voar

Sensível demais
Aprendendo a me controlar
Na dança
Com hip hop e jazz procuro me expressar.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Antes tarde do que nunca...

No dia 15 de outubro foi comemorado o dia do professor. Um dia antes fomos desafiados a escrever um texto sobre: “Qual o professor que mais marcou a sua vida e por quê?" Comecei a pensar na minha primeira série. Professor é aquela pessoa que começa a explicar como são dados os primeiros passos na vida. Ensina o que é matemática, português, história e geografia. Ensina o que é ganhar e perder, andar e correr.

Para pensar

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Presente de aluno


Minha aluna, Ariadne Bognar, me mandou este link. Considerei um presente. Quero compartilhar com todos os colegas professores:



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Qual professor marcou a sua vida?

Por Marina Migliorucci
A necessidade de fazer um texto sobre o professor que marcou a minha vida me deixou preocupada durante todo o final de semana. Isso porque eu não tenho um professor que marcou a minha vida, tive vários. Cada um passou o que sabia para mim, alguns aprendizados levo comigo até hoje, outros infelizmente eu esqueci.
Tudo começou no Jardim de Infância, foi lá que aprendi a escrever e com o apoio da professora Elisa Bizzi, mais conhecida como “Tia Eliza”, escrevi o meu primeiro livro. “Coelhinha Fifi”, um livro infantil que não fez tanto sucesso no mundo dos escritores, mas que gerou orgulho para toda minha família.
O tempo passou, cheguei no colegial cercada de pressão e milhões de profissões que surgiam sem parar. Recebi o apoio de vários anjos. Colegial é aquela época que a gente tem mais de 10 professores e cada um deixa algo especial. Alguns que eu conhecia desde criança, como o professor Joir, que me apelidou carinhosamente de diarréia - por ter me ajudado na praia uma vez que fiquei doente -, ele sabia que eu odiava física, mas me obrigava a me esforçar mais e mais para poder passar no vestibular.
Hércules, professor de química, cowboy, cabeça grande, que não desistia de me explicar, mesmo quando até eu já tinha desistido de tentar entender os elementos e suas funções. Pupo, com suas incríveis performances na aula de história; Fausto, com sua mania de me usar como exemplo em todas as piadas de loira; Mário, com suas piadas engraçadas e a sua “mágica” de furar coco com bala e é claro o Augusto, que com sua incrível paixão pelo saber e seu amor pelos alunos e pela vida, tinha um jeito especial e todo romântico de ensinar biologia.
Cheguei na faculdade e cada dia fico mais feliz por ter a oportunidade de ter contato com tantos profissionais maravilhosos que são extremamente bons naquilo que fazem.
Porém, existe um professor que especialmente hoje merece uma homenagem especial. Infelizmente ele faleceu essa manhã, depois de ter lutado muito contra o câncer e de ter recebido a terrível notícia que seu filho também estava doente. Reynaldo Gianecchine, o Patão ou o “original”, como gostava de se apresentar. Ele não foi apenas um professor que tornou as aulas de química mais divertidas, ou que deixou as tardes de sexta-feira menos tediosas. Ele acreditava nos alunos dele, acreditava até naqueles que não paravam de brincar e não prestavam nunca atenção nas aulas, o amor por ensinar era enorme.
Sempre querendo que mostrássemos o nosso melhor, sempre com o maior orgulho do filho dele, um menino do interior tinha se tornado um galã e um dos homens mais desejados do Brasil. E coitado de  quem falasse mal do filho dele. Como qualquer pai, Reynaldo  defendia seu filho com unhas e dentes.
No segundo colegial, ele deu um susto em todos nós, foi para o hospital passando mal. Lembro que todos rezaram, pedindo que ele voltasse logo, ele voltou. E voltou com aquele ar de esperança dizendo que não devíamos desistir nunca. Patão ensinou além da química, o valor à família, o valor do saber, deu conselhos  e ensinou que não existe sentimento mais importante que o amor. O que ficou foi a saudade e os valores humanos que ele construiu em cada um de seus alunos.
Feliz Dia dos Professores para todos aqueles que me fizeram crescer e são responsáveis por tudo que sei hoje. Descanse em paz, meu querido Patão, seus alunos jamais esquecerão você.

Qual professor marcou a sua vida?

Seu Clemente

Por Kaio Esteves


 
Tive muitos professores. Alguns bons, outro ruins. Uns poucos que nem deveriam ser professores, outros que deveriam ser deuses. Dentre estes, um marcou toda minha vida e acho que ele tem essa consciência.
Irapuruense nato, o professor Clemente Salles, que leciona aulas de história na Escola Estadual José Édson Moysés, em Irapuru-SP, foi o educador que mais me marcou. O famoso “Seu Clemente” me deu aulas do 5º ano do ensino fundamental ao 2º ano do colegial, sempre com seu jeito autoritário. Gostava de música clássica, vestir Polo Sport, e assistir aos jogos do Corinthians, este último que possibilitou que nos aproximássemos. Como também sou corintiano desde que me conheço por gente, sempre trocávamos alguns palpites de torcedor sobre aquele jogador que marcou dois gols na partida, aquele que foi substituído ou o outro, duramente criticado por nós dois, que cometeu um pênalti que influenciou no resultado da partida. Em meio à Revolução Francesa e a colonização dos países africanos, sempre aparecia um “pitaco” esportivo. Era a nossa sintonia.
Seu Clemente tinha uma fome de querer ensinar que causava espanto. Era aposentado – minha mãe foi aluna dele - e ainda continuava exercendo a profissão, simplesmente pela paixão. Vivia com um jornal na mão e já foi vereador da cidade. De certa forma, me inspirou para seguir essa profissão.
Também foi vereador em Irapuru e recebeu honrarias do município por sua credibilidade regional e o destaque no setor da educação. É um gênio. Possuía um conhecimento mágico, uma transparência incrível e uma calma fascinante.
O tão famoso professor Clemente ainda continua com sua pacata e velha rotina de educador. Ainda mora em Irapuru e continua ensinando os fatos marcantes da história do Brasil e do mundo para os sortudos alunos da E.E. José Édson Moysés, mas sempre com um jornal na mão...