sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ferramentas da web pra ajudar

Textos verbais, textos não-verbais. Textos sonoros, textos visuais. Textos exigem plataformas. Antes era o papel, agora tudo conspira a favor, principalmente as ferramentas da web 2.0. Conheçam duas delas, frutos da minha pesquisa para um trabalho durante um curso de EaD (Educação a Distância) realizado pela EducaRede, com apoio da Fundação Telefònica


YOUTUBE
O Youtube é um site criado em fevereiro de 2005 por Chad Hurley e Steve Clen, funcionários de uma empresa de tecnologia norte-americana, para compartilhar arquivos de vídeo que geralmente travavam (porque eram muito grandes) quando se tentava enviá-los por e-mail. A invenção rendeu o prêmio de “melhor invenção de 2006” pela revista Time.
O nome surgiu da junção da palavra “you” (você, em inglês) com a gíria “tube”, que significa televisão. Assim, a tradução deve ser compreendida como “a televisão feita por você”. E é justamente isto que o site é. Ele permite que pessoas comuns – como eu e você – compartilhem seus vídeos particulares na rede mundial de computadores. Os usuários carregam, assistem e compartilham vídeos em formato digital.
Pesquisas recentes apontam que, diariamente, cerca de 20 mil novos vídeos são carregados e 30 milhões são assistidos. Mas há um problema: a principal regra do site de não compartilhamento de vídeos protegidos por direitos autorais na maioria das vezes não é seguido. O que pode ser um problema para o educador que não quer ter suas aulas compartilhadas por todos, indiscriminadamente. Por isso é necessário refletir bem antes de decidir usar esta ferramenta.
Enfim, Justin Bieber, Susan Boyle, Felipe Neto, PC Siqueira, Stefhany Absoluta, Vitinho Avassalador e Daniel Pohl são exemplos de pessoas, do Brasil e do resto do mundo, que ficaram famosas depois que apareceram no Youtube. Em Araçatuba, especificamente, um professor de inglês (Artur Leandro Lopes) ficou bastante conhecido ao disponibilizar dicas de como aprender melhor aquele idioma. Depois da aparição no Youtube, deu várias entrevistas para grandes veículos de comunicação.
Especificamente na Educação, o Youtube tem múltiplas possibilidades: em coursewares, tutoriais, como material de apoio, portfólio do aluno ou até mesmo como uma TV educacional. Além de reproduzir os vídeos, ele permite postar comentários, fazer um pedido de ajuda para tirar dúvidas e até dar uma resposta ao colega.
Como material de apoio, o educador precisa selecionar os vídeos e disponibilizar para as turmas. Pode escolher entre os milhões de vídeos arquivados no site ou mesmo produzir e armazenar o seu (o que serve até como incentivo para os estudantes produzirem conteúdo midiático também). Ao fazer o upload, pode-se colocar instruções, dicas ou comentários no formulário, que aparecerão depois quando o vídeo já estiver disponível. É interessante a possibilidade dos alunos postarem comentários sobre o que acharam e quais as suas opiniões a respeito do assunto tratado.

Mas essa ferramenta da web 2.0 ainda tem problemas: dependendo do horário de conexão ocorre muita perda de velocidade de comunicação. Quando muitos usuários estão conectados ao mesmo tempo a transmissão fica bastante prejudicada. Outro impasse: há problemas com a privacidade. Mesmo preenchendo o formulário com a opção “private”, alguém pode acessar e enviar o link por e-mail para outros.



TWITTER
Twitter é um microblog que serve de rede social e permite aos usuários enviar e receber informações – em tempo real - em textos de até 140 caracteres, os tweets. Foi criado em 2006 por Jack Dorsey e hoje é uma das ferramentas da web 2.0 mais usadas, quase uma ‘febre’ mundial.
Para usar é fácil e gratuito, pela internet. Basta entrar no site (http://www.twitter.com/) e criar um conta seguindo as instruções (há página traduzida em português). Tudo pronto, você pode responder a questão sobre o que está fazendo e, a partir daí, as mensagens nascem da criatividade de cada um. Há que diga o que está fazendo, outros postam comentários de temas nacionais, outros ainda fazem citações. Mas o interessante é seguir pessoas (amigos, celebridades, políticos), veículos de comunicação e empresas.
Quando você entra na página deles e clica em “follow”, passa a receber as mensagens deles. Ao mesmo tempo, quando você envia uma mensagem, todo mundo que segue você também recebe o seu texto. Para enviar uma mensagem especifica, é preciso colocar @ e o nome da pessoa ou que ela adotou para o Twitter no começo da  mensagem. Esta também é uma forma de facilitar alguém a ler sua mensagem, pois se ele não segue você, não poderá ler o que você escreve.
Especificamente para os professores, melhor do que usar o Twitter para fazer confissões do cotidiano (estou corrigindo as provas do 9o. ano), é compartilhar poemas do tipo hai-kais ('confira/ tudo que respira/ conspira', de Leminski), relatar fatos como um repórter (temporal derrubou árvore centenária na Praça João Pessoa), mas especialmente para divulgar links interessantes (matérias de jornais, revistas, filmes, propagandas...)
Embora dentro das empresas, mas especialmente nas escolas, o Twitter seja visto como algo que atrapalha a produtividade, pois as pessoas ficam digitando pelos celulares, laptops ou tablets sem parar (tanto que em algumas escolas, utilizar esses dispositivos durantes as aulas resulta em problemas, como advertências), já há professores que já encorajam o uso para ‘dar voz’ aos alunos e tornar a aula mais dinâmica e divertida.

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