quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fábula: O Cavalo e o Burro



    Certa manhã, em um sítio na beira da represa, trabalhava um burro muito velho e exausto com uma pesada rotina de carregar cargas.
   Não suportando tal cansaço, avistou um sadio e descansado cavalo resolvendo, assim, lhe pedir ajuda:
  - Senhor cavalo, com esse grande tamanho e imensa saúde, poderia ajudar a este velho e cansado burro?
   - Tome vergonha nesta cara, você acha que eu, lindo cavalo que sou, irei ajudar um burro inútil como você? – disse o cavalo com total desprezo.

   E assim o burro seguiu sozinho seu exausto caminho. Meses depois terminou o estágio de trabalho do burro, iniciando o do cavalo, que certa vez pôs-se a galopar em um pasto vasto de água até que tropeçou  e acabou atolando no barro, implorando socorro.
   No momento, o único ali presente era o burro que ele tanto desprezou. Porém, com toda sua bondade e engolindo o desprezo do cavalo, resolveu ajudá-lo, dizendo:
   - Independentemente do que fez  comigo, minha dignidade nunca morrerá!

Moral: Nunca diga: desta água não beberei.

Felipe Trentin

Fábula: A cobra e a onça



Há muito tempo, uma cobra ajudou uma onça e a mesma prometeu que um dia recompensaria, mas a cobra nunca acreditou na palavra da onça, que até então nunca devolveu-lhe o favor.
Por mais que uma cobra consiga se defender, uma ajuda nunca é demais.    
                                
Mas a onça não queria que a cobra pensasse que elas eram amigas se a ajudasse. Porque não seria bom para suas espécies elas conviverem juntas.                                                                                   
E passaram-se muitos e muitos anos, e a onça ainda não tinha retribuído o favor à cobra. Mas até  um dia em que a cobra ficou presa em baixo de uma pedra muito grande.
Passadas horas e horas, sem ninguém para ajudá-la, já imaginando seu fim, logo pensou: ‘’Eu queria tanto ter algum amigo porque eu tenho certeza que ele estaria aqui agora’’. E foi quando sentiu uma grande força empurrando a pedra. E quando se aliviou da dor, olhou para o lado e viu a onça. A onça olhou para ela e disse: ‘’Eu prometi, não prometi? E sei que demorei muito tempo, mas na vida é assim, não importa o que façamos, se temos fé, as coisas sempre acontecem".

Moral da historia: Antes tarde do que nunca.
Fernanda Venturim e Daniele Prado

Fábula: O Rei e seu Reinado



               Em uma terra muito distante morava um rei e sua riqueza era muito grande, contudo sua ganância fazia dele um rei odiado pelo seu povo, seu nome era Theodoro.

               Theodoro morava em um grande castelo e tinha os melhores cavalos e os maiores banquetes com os mais variados e suculentos pratos, além de um jardim imenso com pássaros e flores ao redor.


               Enquanto isso, na vila de seu povo, o rei mandava os guardas pegarem as melhores mercadorias e os principais alimentos, enquanto o grande rei egoísta vivia uma vida luxuosa e as pessoas da vila na miséria.

              Alfredo, um jovem rapaz da vila, não aguentava ver seus pais chorando e implorando que os guardas deixassem ’o pão de cada dia’ para alimentar seus filhos e então, com sua fúria, decidiu enfrentar o rei.

              Chegado a hora da luta, os dois grandes habilidosos duelistas se enfrentaram durante dias e o rei, cansado e fraco, desistiu do duelo.

             Alfredo contentando-se com a conquista do reinado resolveu poupar a vida de Theodoro, porém expulsou o rei do castelo e melhorou a vida de seu povo, e o antigo rei agora vivia numa miséria que jamais imaginava.    

MORAL: Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

Alexandre Fikaris e Rodrigo Irikura

Fábula: A águia e os animais


A floresta ardia em chamas e os animais que ali se encontravam estavam presos, apenas uma ave desfrutava da liberdade, era a águia que estava protegida em cima da árvore mais alta da floresta.Os animais, em desespero, imploravam por sua ajuda.


- Águia, nos ajude por favor, senão todos nós iremos morrer!, imploravam todos.
E a águia dizia:
- Como poderei ajudá-los? Os humanos não irão acreditar em mim.
Os animais imploraram, a ave voou rapidamente até passar por uma nuvem de fumaça onde perdeu a consciência, porém não desistiu. Os animais aflitos já avistavam a morte chegar quando a ave apareceu com a ajuda , todos ficaram aliviados.
Moral da história: Antes tarde do que nunca.

Diogo Rodrigues e Rickson Saito

Fábula: A barata e o percevejo



         Em um dia normal de verão, a barata estava andando tranquilamente em um parque ecológico quando avistou um lindo percevejo. Neste mesmo instante, ela se apaixonou por ele e decidiu que iria conquistá-lo. E a barata passava todos os dias fazendo algo novo para tentar impressionar o percevejo.


         Dias se passaram e nada que a barata fazia dava certo. Cansada, decidiu tentar mais um único dia e se não desse certo ela desistiria. E por fim tentou mais uma vez e o percevejo a notou.
         O percevejo disse que a notava todos os dias, mas que não se aproximava por vergonha. Depois de muita conversa, os dois se beijaram. E a barata disse:
       - Valeu não desistir. Antes tarde do que nunca.
 
Catarina Nogueira e Camila Sampaio.

Fábula: O castor e o cachorro



       O castor ao ver o seu amigo cachorro parado, encarando um penhasco e com uma cara desoladora, decide perguntar:
     - Por que essa cara, amigo?
     -“Estava indo visitar minha família, porém  a ponte que ligava essa parte à outra quebrou e agora terei que dar a volta”, disse o cão com uma decepção perceptível na voz.

      - Posso ajudar você construindo uma ponte improvisada, disse o castor.
      O cão agradeceu, mas disse que não confiava em pontes improvisadas e que iria descansar à noite.
      O castor não o ouviu e construiu a ponte mesmo assim.
      No dia seguinte, quando o cachorro foi atravessar a ponte, ela quebrou e o cão morreu.

Moral da história: De boas intenções o inferno está cheio.

André Luís de Sousa Flor e Gabriel Silva Gennari Marjoto

Fábula: O que vem depois da moral


                                   
 Depois da vitória mais do que merecida da Sra.Tartaruga, a lebre, incapaz de conter sua impaciência, foi tirar satisfação com a comissão organizadora do evento:

- Pois onde já se viu uma tartaruga qualquer ganhar o reconhecimento da floresta inteira por uma mera corrida?
- Mas lebre, o que podemos fazer? A chance foi proporcionada a todos, e você não soube valorizar - disse o elefante, um dos juízes.
A lebre, rancorosa e ingrata, prometeu ali, perante todos, que nunca mais iria voltar a pisar naquele canto da floresta e, ainda mais, para ela, a tartaruga havia morrido.
 Com o passar do tempo a lebre se viu passando por dificuldades, e resolveu ir embora da onde morava. Então, pegou suas coisas e saiu correndo sem rumo algum.
Com tantos problemas, a lebre não tinha cabeça para nada. Só voltou a si depois que se deparou presa em uma armadilha.
 Desnorteada, sem saber o que fazer, ela começou a gritar por ajuda.
 Passando por ali, a tartaruga avistou a lebre em apuros, mas mesmo assim não deu ouvidos.
Vendo aquilo, a lebre inconformada disse:
- Você não está me vendo aqui? Estou presa!
- Se lembra do acontecido na corrida? Pra você há muito tempo eu morri - respondeu a tartaruga andando lentamente até que a lebre já não podia vê-la.

MORAL DA HISTÓRIA: "Quem com ferro fere, com ferro será ferido".

Caíque Lopes e Débora Braghin

Fábula - O macaco e o leão

Havia um leão muito poderoso. Ele era o rei da floresta. Um de seus amigos, o macaco, foi designado para acompanhar o leão à caça. Porém, o macaco fingia ser seu amigo para tentar tomar o poder do leão.
Durante a caça, o leão se machucou gravemente. No mesmo instante, ele disse ao macaco:
 - Por favor, me ajude!
O macaco, festejando, disse:
 - Para mim, mais importante do que sua amizade é o seu poder. Adeus!

O macaco então seguiu em frente. Porém, na volta à floresta, ele foi picado por uma cobra. Mais tarde ,naquele mesmo dia, o macaco, caído no chão à beira da morte, avista o leão. O rei da selva se aproxima e diz:
- Quem com ferro fere, com ferro será ferido! Desculpe, mas a minha natureza é matar!
Então o leão devorou o macaco! 

Priscila e Gracy

 

Fábulas juvenis

Os alunos da 1a. série do ensino médio do Colégio Toledo de Araçatuba foram estimulados a criar novas fábulas a partir de alguns ditados populares. Saiba quais são eles:
1. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido",
2. "Antes tarde do que nunca",
3. "A bom entendedor, meia palavra basta",
4. "De boas intenções o inferno está cheio",
5. "Em terra de cego, quem tem um olho é rei",
6. "Ninguém diga: desta água não beberei",
7. "Não há bem que sempre dure nem mal que sempre se ature", e
8. "Santo de casa não faz milagre".

Acompanhe o trabalho deles nas próximas postagens!